Regininha pouca roupa

Posted on 24/06/2011

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Eu tinha uma namorada que se chamava Regina. Regininha pouca roupa. Assim era conhecida. A Regininha morava no subúrbio do rio, la pelas bandas da Vila Valquiere. Eu a conheci na praia de Copacabana e seu diminuto biquíni e seu corpo escultural, e que corpo, logo atraíram minha atenção. Tinha uma gargalhada gostosa que mostrava seus perfeitos dentes brancos em um rosto de anjo. A Regininha era uma deusa de mulata.

Ela não frequentava o meu pedaço de praia e eu tinha ido ali perto do Leme, quase no final, jogar uma pelada com uma galera que promovia boas e renhidas peladas no final da tarde.

Era uma tradição em peladeiros com eu, saber onde estavam as melhores peladas da orla do Rio. Eram quase sempre jogos com uma multidão de cada lado que iam se juntando à medida que o tempo corria e mais gente chegava. Hoje isso não existe mais.

Os conhecidos sempre tinham vaga certa desde que entrassem com alguém pra ficar do outro lado. Entra um de cada lado, era a lei nas peladas que corriam solta. Às vezes dávamos uma colher de chá para algum turista babaca e branquelo e deixávamos participar. Os caras corriam que nem zebras e não viam a cor da bola. Na praia vc tem que adivinhar para onde quica a bola e se antecipar. Só assim vc consegue ter o gosto de pegar na bola. E tem a cavadinha que é um artifício que vc usa, quando domina a bola para lançar alguém ou driblar. Drible, só no ar sem deixar a bola quicar na areia. Porque se quicar é uma loteria. Vc aprende manhas e truques e quando chega alguém que nunca jogou vc se diverte muito.

Me lembro a primeira vez que fui jogar na praia, vinha dos campos de grama e tinha um outro tempo de bola. Na primeira dividida, o cara colocou sua perna como alavanca e eu fui parar no meio do mar. Nunca mais me esqueci. A dividida na praia tem seu próprio tempo e sua manha.

Tinha um sujeito que jogava na nossa galera, la na altura do velho cinema Rian que era grande e não tinha um braço. Mas na ponta do seu cotoco, tinha uma unha infernal que era temida. O cara corria junto e nos cutucava com aquela unha e o juiz, quando o jogo era oficial, não via nada. Não adiantava reclamar que o Mané, esse era o nome dele mesmo, fazia uma cara de santo e ninguém percebia nada.

As peladas na praia eram uma grande diversão e quando não havia quorum, fazíamos a famosa linha de passe que não existe mais. È uma versão da atual levantadinha que jogam na beira do mar só que a linha de passe era jogada no gol dos campos de praia. Ficava uma galera grande não deixando a bola cair no chão e no final chutávamos a gol aonde tinha sempre um goleiro. Ás vezes cobrávamos escanteio e era um pega pra capa. Muito divertido e saia cada lance lindo.

Talvez a mais famosa pelada de praia do Rio tenha sido a que corria em frente ao antigo e hoje desaparecido Castelinho, la no arpoador nos finais de tarde. Era só craque que jogava e muitos jogadores profissionais pintavam por la. Joguei muito por aquelas bandas.

Mas minha galera era de Copacabana.

E a Regininha?

Naquele dia tinha ido jogar no Leme.

A pelada tava meio chata com algumas brigas de um pessoal que não era acostumado a jogar. Briga a gente marcava pra depois do jogo, à noite onde o bicho pegava. Na pelada não. São discussões, palavrões e muito xingamento e reclamações. Alguns empurrões, mas nada mais do que isso. Era regra.

Em um intervalo do jogo enquanto aconteciam alguns empurrões mais pesados, eu estava longe e percebi ao longe, perto da orla o corpo sensacional da Regininha.

Não sei porque aquilo me enlouqueceu.

Chamei um mané que estava assistindo o jogo na beirada e pedi que entrasse no meu lugar.

E la fui eu me aproximar da escultura.

Eu sou e sempre fui muito tímido. Nunca fui atirado nas minhas paqueras e era gozado por isso. Jeito de ser. Ficava meio que paralisado com a beleza das mulheres e imaginava mil situações adversas mais do que acontecia. No final descobria, quando conseguia emendar duas sentenças mais ou menos lógicas que elas eram também inseguras e tímidas. Pelo menos algumas delas, nem todas.

Cheguei perto e fiquei sacando meio fingindo estar distraído. Como tinha acabado de jogar, suava em bicas o que era normal. Ainda bem. O meu nervosismo poderia passar desapercebido.

Ela era ainda mais espetacular de perto. Não muito alta mas tinha uma postura de puro desafio. Intimidador, diria eu. A sua coluna vertebral fazia uma curva acentuada nas costas, típica das cariocas e fazia a sua bunda parecer um monumento. Tinha um perfil lindo e cabelos encaracolados.

Estava sozinha o que era um alivio. Jamais ia chegar se estivesse com alguma galera.

Fitava o mar em silencio, na dela, olhando os ondas bater. O mar estava forte numa meia ressaca. Copacabana tem dessas coisas. As vezes ta uma piscina mas bate o vento sudoeste e vem cada onda que faz estragos se não souber furar.

Cheguei mais perto e em um atrevimento que não era normal em mim, disse:

– Cuidado se for entrar.

Porra, que merda. Que papo mais babaca. Quis me enterrar na areia.

Ela nem se dignou olhar e empinou ainda mais seu lindo nariz e me ignorou solenemente. Aquilo me inspirou, sei la porque.

– Quer dizer que namorar nem pensar?

Ela riu e me olhou divertida. Pronto tinha quebrado o gelo.

Ainda disse algumas babaquices que teriam sido um desastre em circunstancias normais, mas ela já ria e achava divertido a conversa.

Falamos da vida, do mar, das coisas que fazíamos e contamos estórias engraçadas. Escurecia rapidamente e tivemos que ir embora, ela pra um lado e eu pro outro.

Trocamos nomes, telefones e promessas de nos ver depois, pra tomar um chope ou alguma outra coisa qualquer

– A gente pode pegar um cinema, ousei, já intimo. Ou ver um filme que pegar cinema é meio trabalhoso.

Era eu, com mais papo babaca

– Mas é melhor eu trocar de roupa. Não acho que me deixem entrar de biquíni e molhada à noite.

Essa era das minhas.

– Se não deixar bom sujeito não é

Combinamos nos encontrar as 9.45 em frente ao Rian, pra pegar a seção das dez. Naquele tempo as seções de cinema eram de das em duas horas. Começavam as 2 da tarde e iam até as dez da noite. Em todos os cinemas era igual. No Sábado tinha matinê no Metro de Copacabana, um dos ícones do Rio daquele época. Hoje tem uma loja da C&A. O prédio pelo menos se chama Lumiére ou algo parecido. Babaquice.

Nos despedimos com um leve beijo na face e seu doce perfume me deixou extasiado. Que mulher. Tinha me balançado e logo agora que estava tentando começar a namorar uma garota do Leblon, meio patricinha mas muito gostosa. Já tinha jantado na sua casa, sido apresentado aos seus pais, aquela frescura que não suportava muito e já era quase seu namorado. Mas o máximo que tinha acontecido tinha sido um rápido beijo no Bobs de Ipanema entre um Milk shake de morango e um cachorro quente com bastante ketchup e mostarda e o nervosismo da situação ajudou a cagar com mostarda a minha camisa polo que estava estreando. Ela riu um bocado e fomos de mãos dadas até o ponto de ônibus de volta a sua casa no Leblon. Tinha tentado dar um outro beijo, mas ela tinha virado a cara rindo marotamente. Tava de sacanagem, porra.

Deixa ela.

Ao chegar em casa naquele fim de tarde, tinha um recado da Paula, a garota do Leblon. Tinha deixado um recado me convidando para uma festa em Ipanema. Era uma festa manjada e importante e ia rolar boa comida e bebidas. Certamente ia me dar bem nessa noite com a Paula. Nessas festas daquela época rolava muito começo de namoro.

A Paula era uma gata que valia a pena.

Tomei meu bom banho, comi alguma coisa meio rápido e fiquei assistindo umas besteiras na TV e conversando com meus pais. Quando o telefone tocou me levantei em um pulo e avisei a empregada que era pra dizer que eu não tava. Ainda bem que ela não falou que tava mas que não queria atender o que ela costumava fazer. A Sandra, a nossa empregada querida era sacana e adorava me deixar encabulado. Eu sabia que era a Paula.

Não sei porque eu queria ir me encontrar com a Regininha.

As nove e pouco, passei meu melhor perfume que roubei do meu pai e la fui eu encontrar a Regininha em frente ao Rian.

Cheguei e vi que tava se formando uma fila grande. O filme nem me lembro o nome, tava estreando. O Rian era um belo cinema, na orla da praia onde hoje tem um hotel, entre a Constante e a Barão de Ipanema.

Resolvi entrar na fila e comprar as entradas para me garantir.

Com os ingressos na mão, fiquei esperando na calçada em frente ao cinema, meio de lado pra não dar muita bandeira.

Esperei um tempão e já tava ficando meio puto com o bolo. Porra. Podia estar na festa em Ipanema namorando a Paula. Será que ainda dava tempo? E o que fazer com os ingressos? Aquilo era uma nota pra mim. Não tava a fim de perder. Será que eu conseguiria revender na entrada pra alguém? Não custava tentar.

– Oi, demorei?

Era ela. A Regininha. A minha deusa. Ela tava maravilhosa com um vestido branco que resaltava sua cor e seu corpo deslumbrante e espetacular. Os seus cabelos encaracolados estavam meio molhados e emoldurava um rosto que desse dia em diante seria a minha paixão.

– Que nada, cheguei agora, menti.

O namoro começou naquela mesma noite e naquela mesma noite eu fiz amor com a minha Regininha. Porque ela já era minha muito antes de eu perceber ou ela perceber.

Até hoje quando me lembro do seu corpo nu entre os lençóis da cama do apartamento da amiga dela, me traz uma saudade difícil de esquecer. Foi certamente a melhor trepada da minha vida e nos despedimos ao amanhecer entre mil beijos e promessas de amor eterno.

Naquela noite soube que ela morava na Vila Valquiere e que de vez em quando vinha pra Copacabana e ficava na casa de uma amiga la perto da praça do Lido.

Vila Valqueire fica depois de Madureira e antes de Realengo a uns 30 ou 40 kilometros de Copacabana, mais ou menos. Dá mole quase duas horas de ônibus e é longe pra dedéu. Do outro lado do mundo pra quem mora na zona sul. Eu nem sabia como chegar la e nunca tinha ido por aquelas bandas. O máximo que tinha ido foi uma vez ao estádio de Moça Bonita em Bangu ver um jogo do meu Fluminense. Mas tinha sido mais uma curtição da galera do que outra coisa. Nada me atraia no subúrbio. Eu era da praia e das peladas. Até aquele então.

Da noite pro dia, fiquei encantado com o subúrbio de Rio de Janeiro. Ao contrário da maioria das garotas que moravam no subúrbio a Regininha adorava seu canto. E nem pensava em mudar. Dizia que ali conhecia todo mundo e se sentia em casa. Não tinha a frescura da Zona Sul. Na verdade a maioria do pessoal que mora na Zona Norte quer vir morar na Zona Sul mas mantém suas fortes raízes do subúrbio. Ninguém da Zona Sul ia morar na Zona Norte.

Quando no dia seguinte, na praia eu contei a minha galera a aventura da noite anterior, ninguém levou a sério. Todos me deram um esporro dizendo que a Paula tinha ficado a noite inteira perguntando por mim e querendo ir pra minha casa ou pros prontos socorros. Alguma coisa tinha acontecido, não podia admitir que eu tivesse dado o bolo. E tinha razão. Eu não era assim.  Quem poderia pensar que a Regininha apareceria na minha vida?

Ninguém podia imaginar que eu ia namorar a Regininha por quase dois anos e abandonar a Paula, garota típica da Zona Sul. Namorar uma suburbana? Nem pensar, diziam todos eles.

O fato é que namorei a Regininha com muita paixão. Ela morava com os pais em uma casa grande em um terreno maior ainda com muitas arvores. Ia todos os fins de semana la pra Vila Valqueire e ficávamos namorando no portão de sua casa, andando de mãos dadas nas ruas de paralelepípedo e íamos para os bailes do bairro onde me divertia e beijava muito na boca. Trepávamos todo fim de semana no seu quarto que ficava em uma meia água um pouco afastado da casa principal. Eu na verdade escalava os muros pra seus pais não verem e apesar deles serem gente da melhor qualidade eram conservadores. Não iam aceitar muito bem o namorado novo dormir no quarto da filha. Com o tempo, eles passaram a me aceitar e fiquei sendo parte da família. Mas continuava a escalar os muros.

Dormia na casa de uma tia da Regininha, no fim da rua e cúmplice do nosso namoro, como diria, mais picante. Ela me acolheu com muito amor a pedido da Regininha. Eu tava totalmente apaixonado e ela também. A Regininha era uma mulher e tanto. Engraçada, alegre, inteligente, carinhosa, perfeita. Seus pais e toda a sua família eram um encanto. Gente simples e fantástica. Comi muita feijoada no pé do morro e fiz programas que nem imaginava que existiam. Até num cinema ao ar livre fui. Sensacional.

Nos dias de semana ficava horas conversando e namorando por telefone com a saudade apertando e quando nos reencontrávamos era um abraço e beijo difícil de parar. Uma coisa que o brasileiro sabe fazer bem é abraçar. O abraço do brasileiro é um gesto de grande ternura.

Quando ela descia pra Zona Sula eu levava elas as festas da minha galera. No começo estranhavam aquela mulata que não era da turma mas o seu encanto e a sua doçura conquistou a todos. Logo ela se tornou mais uma da turma e muitas vezes íamos vários da galera ao subúrbio curtir os programas diferentes.

Foi um tempo em que conheci uma parte do subúrbio do Rio e aprendi que as garotas de la são muito mais carinhosas, sinceras, e muito mais gostosas que as garotas da Zona Sul.

Durante dois anos, namoramos firme e quando por essas circunstancias da vida, quando pensávamos que nada nos separaria, tive que acompanhar meus pais a Brasília. Nos separamos aos prantos jurando amor eterno.

A vida se encarrega de separar e nos faz esquecer. Fiz novos amigos, tive novas namoradas, fui pra Dinamarca, voltei e nunca mais vi a Regininha. Mas nunca a esqueci.

Muitos anos depois, quando voltei ao meu Rio de Janeiro que já não era o mesmo, andava pelo centro do Rio com um calor de 40 graus. Era o aniversario de uma namorada que eu pensava que amava. Sempre pensamos que amamos as nossas namoradas até que paramos de amar. Distraído que estava pensava no que poderia dar de presente. Não tinha muito dinheiro e sabia que ela gostava de joias. Qual a mulher que não gosta? O que poderia ser? Uma pulseira, um brinco, um colar? Calma meu filho que a grana ta curta. Ia acabar dando umas flores e escrever uma poesia que sabia ela adorava. O importante é o gesto. E eu sempre coloquei muita paixão nos meus gestos de amor.

– Luis?

Tomei um susto. Um sujeito que nunca tinha visto mais gordo ou mais magro, me cutucava, meio cerimoniosamente.

– Luis? Repetiu

– Sim…

– Sou Roberto, marido da Regininha.

Caralho. Aquilo foi um choque. Eu pensando o que dar pra minha namorada e me aparece que nem assombração o marido da Regininha, o meu grande amor. Fiquei sem ação. – Claro… Roberto…

Eu tinha encontrado uma vez a Regininha há muitos anos atrás, em uma das minhas voltas esporádicas ao Rio. Sempre nos falávamos mas nunca nos encontrávamos. Nessa ultima vez, depois dos beijos e dos abraços queria ir a um motel e te-la nua nos meus braços, outra vez.

– Não posso. Vou me casar

Senti um frio na barriga. Nunca pensei que isso fosse possível. Já não éramos namorados mas nos amávamos ainda. Ela, mais pragmática, como são todas as mulheres sabia que tinha que tocar a vida.

– Eu amo vc, Luis, vc sabe disso, mas eu gosto dele e vou me casar. Eu não posso. A vida é assim.

È verdade. A vida é assim. Deixamos pra trás muitas coisas que amamos.

– Queria te pedir um grande favor. Eu queria uma grana emprestada pro nosso começo. Eu te agradeceria muito se fosse possível.

Eu nem pensei e emprestei com gosto. A Regininha sempre mereceu o melhor de mim. Era uma grande mulher

– Claro, Alvaro… claro que me lembro

– …Roberto

– Desculpe…Roberto…Claro…como ta a Regininha?

– A Regina morreu no ano passado. Foi algo repentino, uma doença rara. Ao morrer, ela me fez jurar que eu te encontrasse e devolvesse a grana que vc nos emprestou. Aquilo foi muito importante na nossa vida. Ela gostava muito de vc e nunca esqueceu. Eu tou te procurando há um ano. Vamos pro banco e quero te dar a grana agora. Ta guardada há muito tempo. Ainda bem que te encontrei.

Do lado de fora do banco, com aquele envelope pardo cheio de grana, estava paralisado com um olhar perdido. Não sabia o que fazer. O Roberto tinha me pago e tínhamos nos despedido. Ele estava feliz por ter feito a ultima vontade da Regininha.

Me lembrei de uma coia que meu pai tinha uma vez me dito. Um ato de amor com amor se paga.

A Regininha tinha pensado em mim. O Roberto tinha cumprido o seu juramento. Dois atos de amor.

Já sabia o que fazer

Havia uma joalheria famosa na esquina do banco. Entrei e me atendeu um sujeito empertigado com cara de mordomo Ingles. Pedi pra ver um colar com esmeraldas, a pedra favorita da Bel, minha namorada. Me mostrou cinco colares impressionantes. Tinha um, pequeno, delicado com uma pequena esmeralda na ponta em forma de gota. Uma pequena obra de arte. A beleza esta nos detalhes.

– Quero esse. Quanto é?

Era a exata quantia que o Roberto tinha me pago. A exata quantia. Uma coisa incrível.

Embrulhei a joia em papel de jornal, uma velha brincadeira que fazia, escrevi uma poesia em um cartão que sabia que ela dorava e dei o presente para a Bel.

Ela iluminou seu rosto com o mais belo sorriso, colocou no seu lindo pescoço e nessa noite olhando o corpo nu da minha doce Bel no meio dos lençóis, enquanto fazíamos amor, pela primeira vez na vida eu traí uma mulher e pensei na Regininha.

Anos depois, quando a paixão pela Bel já tinha se perdido nas esquinas do tempo, ela ainda ostentava a pequena joia no seu lindo e maravilhoso pescoço.

Eu tinha pago um ato de amor com um ato de amor.

Ainda sinto saudades das minhas antigas namoradas e me lembro com carinho de todas elas. Sempre sentimos falta das pessoas que um dia amamos. A saudade faz parte da nossa alma.

A Regininha foi o meu primeiro grande amor da minha vida.

E que bunda tinha a Regininha.

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