Órgãos descartáveis, ou não?

Posted on 04/07/2011

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No começo do século passado, la pelos idos da década de 20, por ai, o intestino humano era considerado um depositório de merda. Na verdade é exatamente isso, mas os médicos de então diziam que tal imundice não poderia ficar tanto tempo dentro do nosso corpo e era a causa de graves doenças. E como solução decidiram extirpa-lo, em parte. El intestino, esse assesino, diziam eles. O resultado era que o recém operado se esvaía em merda em qualquer lugar e, claro, morria. Com o tempo eles desistiram de extirpa-lo. Até a merda tem sua razão de ser.

 

È a mesma coisa com o apêndice. Pra que diabos serve? Só pra nos atazanar em horas impróprias e sermos obrigado a operar quase sempre de urgência. Dizem que tinha uma serventia nos nossos ancestrais herbívoros e era responsável pela digestão de ervas. Em alguns boçais endêmicos que se caírem de quatro começam a pastar, tem uma grande utilidade.

 

Alguns aventureiros que planejam longas estadas em algum lugar remoto se operam e extraem esse aparente inútil órgão. Fazem isso pra evitar terem alguma crise de apendicite aguda em um lugar ermo longe do primeiro socorro. Mais ou menos como o pessoal de menor poder aquisitivo das grandes cidades. E o engraçado é que há certas pessoas que nascem sem apêndice e não sofrem nenhuma carência. E parece que a tendência é essa. Como o nascimento de pessoas sem juízo molar, por exemplo. Há uma tendência que defende que o apêndice seja parte do nosso sistema imunológico. È mais ou menos como os gases intestinais expulsados às vezes de forma ruidosa e às vezes silenciosamente. Ninguém sabe pra que servem, mas a sua existência é inequívoca. A autoria nem tanto.

 

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Posted in: O CORPO HUMANO