Da série que merda é essa parte 1: O intelecto

Posted on 22/08/2011

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Um cérebro é um amontoado de células e massa cinzenta que ocupa o vazio da caixa craniana. Serve entre outras coisas para que o cotonete encontre alguma resistência ao ser introduzido nos ouvidos.

È um default do corpo humano e todos tem um.

Já o intelecto é uma outra coisa. Nem todos tem, ou por outras, todos tem mas nem todos sabem usar.

O intelecto é o manual de instrução do cérebro. Vem com a embalagem mas como todo manual, ninguém tem saco de ler. Parece que vem escrito em napultachimo, uma língua que não existe ou que ninguém entende ou que da no mesmo.

Alguém já leu um manual de instruções? Já, os que tem intelecto.

É que nem manual de geringonças eletrônicas. Vem com a embalagem mas se refere a uma coisa que nada tem a ver com o aparelho em questão e isso porque é escrito em napultachimo, essa língua que não existe. Ta bom, que eu não entendo.

 

Mas pra que merda serve o intelecto, afinal?

Tem seus usos. Um deles é para ler o manual de instruções do cérebro. O intelecto entende napultachimo.

Mas há outros usos mais abrangentes

Por exemplo, para os escritores.

Escrever segundo o manual de quem sabe escrever se resume a sentar em frente a algum aparelho como maquina de escrever para os mais antigos ou laptopi para os mais novos (caligrafia é antidiluviano e é um mito. Não existe) e começar a teclar palavras, frases e parágrafos sem muito pensar. Depois, é usar o intelecto, olha ele ai, e arranjar o resultado em alguma coisa inteligente. Dizem que o idiota do Dostoievski começou assim. O personagem, não o livro. Ou era o livro um manual? Não sei e pouco importa.

O perigo desta técnica milenar é não evoluir e parar somente no furioso teclar. É o que acontece na maioria do que lemos hoje. Mas isso não é culpa dos neo escritores.

O que sabemos ao certo é que a falta de intelecto é uma constante da vida moderna.

Eu vou pesquisar no Google aonde diabos podemos encontrar um intelecto e vou procurar em algum site de compra confiável ou barato (uma contradição em termos) se há algum pra comprar.

 

Na internet se acha de tudo.

Coração, por exemplo. Há hoje uma grande oferta causada pela ultima crise financeiro dos bancos. Os banqueiros, como já tinham vendido seus últimos ativos que nada valiam, resolveram oferecer seus corações já que eles nunca os usam mesmo. E tem uma vantagem. Os corações deles são totalmente virgens.

Mas vamos voltar pra busca do intelecto.

Segundo dizem os made in japan são os melhores. Pequenos e eficientes. Não sei se ouvi direito e se a indicação era de intelecto ou de algum outro órgão.

Não importa. Cada coisa no seu tempo.

Primeiro o intelecto. Business before sex já dizem os americanos, que alias são totalmente desprovidos de pênis. Ou era de intelecto? Não sei, vamos continuar com a busca.

 

Os de jornalistas dizem que tem um quê a mais. Nunca foram usados mas vem sem manual de instrução e não sabemos se isso é uma vantagem ou um handicapi. É mais ou menos como o aparelho de DVD de hoje. Ta la na estante mas não sabemos pra que merda serve.

O dos banqueiros, ao contrário, vem bastantes usados, mas precisam de creditos para se encomendar e como são caríssimos, inversamente proporcional ao seu estado, não conseguimos pagar e o banqueiro, o dono original, vem e toma de volta. Ou seja, não adianta nada.

O dos militares vem com um botão de reset e ao apertar, dizem que explode. Ou seja, é de curto uso ou nenhum.

O dos políticos dizem que é excelente e vem com vários usos e um manual de instrução traduzido em todos os idiomas com fartas ilustrações. O problema é que nunca chega. É roubado na própria fabrica.

O dos jogadores de futibol vem com uma serie de defeitos e não funcionam direito. Só servem pra jogar bola e às vezes nem isso. E dos treinadores de futibol são enorme e não cabem na caixa craniana. São cheios de ar.

O dos escritores vem sem a nova atualização ortográfica de português e a antiga é uma bosta. O resultado é que ao escrever ninguém entende merda nenhuma. O FHC tem um desses.

Em um site de Portugal a encomenda chegou com a caixa vazia. Reclamei e me mandaram um kilo de bosta como desculpa.

Já estava desistindo quando em um surto de fé, entrei no site do vaticano e pedi o que esperava ser um intelecto de primeira linha. Recebi um intelecto de uma criança, um sucesso de vendas deles.

Desliguei o lapitopi não sem antes ser atraído por um fato curioso. A oferta de um intelecto carioca. Não hesitei, carioca que sou, e fiz o pedido. Em menos de dois dias recebi a minha encomenda:

uma bela bunda.

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Posted in: LES BOÇALS