O que diabos é o amor?

Posted on 22/08/2011

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O amor é o sexo com photoshop e sem camisinha. Para os católicos é a forma como eles chamam o sexo.

Sempre tem uma parte da humanidade querendo ensinar a outra parte como se deve sentir, como se deve comportar, como se deve agir, como se deve viver. Como se isso fosse possível. Como se isso fosse honesto. Essa mania de querer idealizar o outro a nossa imagem ou ao que pensamos ser a forma ideal do ser humano é das coisas mais cínicas e imbecis do ser humano. Vc não ama o ideal do outro. Vc ama a sua forma de ser como ele é. E vc ama apesar disso.

Se ele é um drogado, um assassino em série, uma economista, um anjo ou a ultima versão do demônio vc o ama não pelo que representa. Meus amigos, amar não tem motivo e nem razão. Amar não tem ideal. Amar é apenas um verbo. O que conta não é a sua ação nem a sua definição. O que conta é a sua existência. O resto são meras desculpas para tentar nos adaptar ou tornar mais confortável a nossa vida com ou sem a percepção do amor. Porque existir eles sempre existiu. Apenas às vezes por circunstancias alheias a nossa vontade não percebemos a sua presença nas nossas vidas.

Por isso eu acho que o amor é apenas uma questão de percepção. De sensibilidade.

Os estudos recentes do cérebro e da memória nos mostram interessantes resultados. A memória é construída ou é infectada com um resíduo do que ela imaginou ver e esse resíduo influencia o que imaginamos ter visto.

Se isso acontece com a nossa memória e a memória nada mais é do que a percepção do que vemos ou imaginamos ver o que se dirá de um sentimento como o amor?

Que merda é o amor?

Ele é o resumo de todos os nossos sentimentos. O que definimos por sentimento. Ou que são sentimentos? São percepções da nossa alma, a percepção sutil da nossa existência.

Já a memória é percepção do nosso entorno físico. O que vemos, o que cheiramos, o que tocamos, o que ouvimos.

O amor é tudo que sentimos que também podemos tocar, ouvir, cheira e ouvir. Mas enquanto a memória do nosso entorno tem vida curta, o amor permanece apesar deles e mesmo assim ele pode se construir sem eles. Interessante não?

E não sabemos lidar com isso. Tentamos domesticar este sentimento assim como tentamos domesticar a nossa percepção física do mundo em volta. Usamos drogas, remédios, exercícios, comida, bebida para melhor sentir ou melhor aguentar esta torrente de percepções físicas.

E o que fazemos com os sentimentos? Com o resumo deles, o amor?

O colocamos a margem. Porque como tentamos domestica-lo e não conseguimos por não haver uma droga que possamos ingerir e com isso controla-lo ou pelo menos tentar, usamos a nossa tradicional preguiça, um outro nome para a covardia, e o esquecemos e fingimos que ele não existe. Não na nossa vida.

Negar um fato não elimina o fato

Ele existe apesar de nós. E é por isso que ele nos machuca quando se manifesta. Porque não aprendemos a lidar com ele, o esquecemos, o negamos e nos acostumamos com a sua ausência. Mas é somente uma percepção de ausência.

Ele esta sempre la.

Vc ouvir ou sentir um simples te amo de teus filhos, de teus amigos, de tua mulher preenche a tua vida. A ausência disso é a solidão. Mas meu amigo, a solidão é um ato voluntário mesmo que às vezes não nos damos conta disso.

Porque se há uma coisa que eu sei é que a percepção do amor é um ato voluntário e eu diria, necessário.

É questão de cultivar a alma. Nos preocupamos tanto com o culto do corpo e nos esquecemos do culto do nosso espírito.

E como cultivamos o nosso espírito?

Há milhares de livros de auto ajuda que nos ensinam com maior ou menor talento a arte de viver.

Eu sempre achei que a melhor maneira de cultivar o espírito é beber um bom vinho de boa cepa e fumar um belo charuto cubano no silencio da noite.

E fazer amor com a mulher de tua vida.

Sexo também serve.

Antes ou depois.

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Posted in: MISTERIOS