Os limites do cansaço

Posted on 03/09/2011

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A DARPA de novo, o departamento secreto do pentágono que cuida de interessantes pesquisas.

Eles andaram pesquisando a morfologia dos cachorros. Até ai, nada demais. O dito melhor amigo do homem é há muito tempo objeto de estudos e carinho dos seres humanos. O Vinicius de Moraes dizia que o melhor amigo do homem era o whisky, o cachorro engarrafado.

 

Uma das primeiras experiências com os plutos da vida foi feita pelo fisiologista russo Ivan Petrovich Pavlov. Através de diversas observações que eu diria no mínimo cruéis com os animais, ele observou um tipo de comportamento que era irreflexivo e involuntário dependendo de certos estímulos. Ele chamou a isto o reflexo condicionado e ficou famoso com tal feito. A crueldade que eu citei se devia a uma de suas experiências. No começo ele observou que o cachorro salivava mais ou menos de acordo com certos estímulos e ele para tornar as suas observações mais precisas implantou cirurgicamente um coletor de saliva nos seus cães observados.

Não sei vcs, mas eu acho isso cruel.

Pavlov ganhou o premio Nobel de medicina mas por um outro trabalho, no começo do século 20 que dizia sobre o processo digestivo dos plutos. Nada importante, ou é importante, não sei. Desconheço totalmente o estudo e pode ser que esse estudo tenha tido alguma pratica interessante nos seres humanos, como por exemplo a adoção do habito de levantar a perna ao mijar o que evitaria o …..bom, deixa pra la.

 

Mas a experiência da DARPA,na verdade que ela encomendou a um professor da Universidade de Oklahoma, o Dr. Michael Davis,  sobre os cães nada tem de cruel. Pelo menos assim parece ou assim é divulgado. Muito não se sabe sobre as experiências medicas e menos ainda sobre as suas falhas especialmente quando ocorrem com cobaias.

Mas vamos la.

A experiência partiu de um dado interessante sobre o metabolismo dos cachorros quando submetidos a exercícios extenuantes.

O ser humano quando se exercita, as suas células passam a operar mais intensamente e começam a retirar do corpo gordura e açúcar que o ajudam a continuar operando. Quando este processo se esgota, quando elas não conseguem mais extrair o que precisam acontece o que se chama o cansaço. E a única forma de fazer com que elas voltem a operar é esperar e dar um descanso.

Nos cachorros e especialmente naqueles que puxam trenós, aqueles que ficam horas puxando a toda velocidade uns trenós nas paisagens geladas do Alaska e outros lugares gélidos, eles também começam a queimar gordura e açúcar mas de repente há como que um click e as células voltam sua condição de repouso, mas o cachorros continuam correndo a toda velocidade e queimando calorias. Eles apenas não queimam as suas reservas. Por isso não cansam e são capazes de operar assim por um ou duas semanas.

 

Porque isso acontece é até agora um mistério e parece que o ser humano também teria, em teoria, esta mesma capacidade, assim todos esperam. Parece que os pássaros migratórios, capazes de voar vastas distancias por meses a fio sem pousar ou se cansar e certos animais migratórios, também teriam esta mesma habilidade. Não é o mesmo que as baleias e os golfinhos que submergem a grandes profundidades e são capazes de ficar horas sem respirar oxigênio. Nestes casos o que eles fazem é diminuir o seu metabolismo.

Os cachorros tem uma espécie de chave liga e desliga no seu metabolismo.

A chave é encontrar essa chave.

 

Em uma comparação com um ciclista do extenuante Tour de France se observou que os ciclistas consumiam uma média de 200 calorias por kilo em 24 horas. Isso em um ciclista de uns 60 kilos ele consumiria umas 12 mil calorias. Um Huski siberiano puxador de trenó consome 500 calorias por kilo em 24 horas.

 

A Darpa, como não poderia deixar e ser, pesquisa este fenômeno por uma razão militar. Quer descobrir como fazer com o que o ser humano adquira este condição especial para tornar seus soldados mais resistentes e imunes ao cansaço. Mas é evidente que poderemos todos nos beneficiar destas pesquisas e no futuro, ser corredores do Iron man sem nenhum problema. Pra que, não tenho a menor ideia.

É como aquela minha tia que começou a andar com sessenta e cinco anos. Hoje, com 80 anos não tenho a menor ideia onde foi parar.

 

Claro, se os meios de transportes modernos falharem todos, seja por falta de combustível adequado seja por problemas técnicos qualquer, como por exemplo um super vírus que destruiria todos os componentes cibernéticos, voltaríamos a andar a cavalo ou a correr. E neste caso a condição de não cansar será muito útil.

 

Não viajaremos mais, ou pelo menos levaríamos mais tempo viajando de navio a vela, mas levando em consideração o tempo que gastamos hoje nos aeroportos e a humilhação de sermos patolados em todos os nosso orifícios aparentes ou não, farão as viagens ser tornar agradáveis de novo com a exclusão destes procedimentos de segurança imbecis de hoje em dia.

Quem vai querer sequestrar um navio a vela?

 

E depois que há muitas belezas a nossa volta, aqui pertinho que não nos damos conta o que torna a viagem pra longe um desperdício.

Poderemos correr pra um lugar perto sem nos cansar, talvez puxando um trenó.

 

A maior das vantagens da supressão das viagens será nos vermos livre de ter que assistir as fotos de recordação das viagens que os chatos de plantão insistem em nos mostrar.  Todas de péssima qualidade.

 

Só haverá relatos contados a luz das fogueiras do final da tarde.

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