A etica da AIDS

Posted on 22/11/2011

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O atual síndico do vaticano, também conhecido como Papa e a maior autoridade moral de uma das religiões do planeta, também conhecida como Igreja Católica declarou recentemente que a epidemia da AIDS que assola 34 milhões de pessoas, segundo o ultimo censo da ONU é uma questão médica, ufa, mas também é uma questão ética. É a primeira descoberta que o minúsculo e insignificante porem mortal vírus da AIDS tem alma, ou seja, ética.

É claro que ele não emprestou ao vírus nenhuma consciência, nenhum desvio de conduta ou algum valor moral. O que ele quis dizer é que no ato sexual, principal transmissor da AIDS, este sim, há um componente ético e ele, do alto de sua sapiência, aconselha aos seres humanos praticarem a abstinência sexual, sabe-se la porque.  Ele não aconselha se praticar o sexo seguro, ou seja, com camisinhas, mas prega a abstinência sexual. Simples assim.

Entende-se que ele pregue a abstinência sexual fora do casamento, imagino eu, porque se assim não for estaríamos todos fadados a extinção em pouco tempo, o que ao longo prazo e tendo em vista a aceleração da extinção do nosso habitat e não tendo nenhuma perspectiva de se achar um outro habitat parecido no vasto universo, estaremos todos condenados. Talvez nessa perspectiva sombria e pessimista, o da nossa extinção, poderemos todos saber finalmente se há alguém nos esperando do outro lado da vida material, como todas as religiões apregoam.

Eu prefiro esperar e não tenho pressa nenhuma em saber se há alguém ou não e pretendo também continuar a praticar o sexo, com proteção claro, mesmo porque não sou casado e se as mulheres me dizem sim a este prosaico e prazeroso ato, acho eu, quem sou eu pra dizer não.

 

Ou seja, para o Papa, sexo só para os casados e mesmo ai, sem nenhum tipo de preservativos. Os solteiros tem que se transformarem em eunucos se não quiserem serem amaldiçoados pelo Papa, a não ser que vc seja um pedófilo, coisa que os padres praticam há muito tempo e o Papa não condena com tanta ênfase e regularidade, coisa que eu acho que ele deveria fazer com muita mais ênfase e indignação.

 

Ainda bem que nos mais de 7 bilhões de seres que habitam este minúsculo planeta há outras religiões que não são tão drásticas com o sexo e há muitas pessoas que estão pouco ligando para essa proibição. Ou talvez adorem a proibição e mesmo assim fazem errado, um forte componente do ser humano.

 

Eu acho que o maior ativo deste planeta é a vida humana. E a preservação da vida de qualquer ser humano é a nossa primeira e principal lei. Uma lei sagrada, se assim quiserem. Toda ética, toda moral, toda religião, todo dogma, toda ação tem que levar em consideração esta primeira lei. E o engraçado é que todos levam, mas em algum momento se esquecem disso e tecem considerações e começam a defender posturas de comportamento que se analisarmos friamente, colocam em algum ponto esta primeira lei em segundo plano.

A AIDS é um exemplo. Pouco importa se as leis de uma determinada religião, se os dogmas dessa religião, se a ética e a moral pregam a abstinência sexual, se são contra o uso de preservativos se acham que o sexo só dever ser praticado para fins reprodutivos. Cada um é dono de seu comportamento regido pelos seus valores.

Mas se tudo isso chega em primeiro lugar que a preservação da vida humana, qualquer vida, ela peca por no mínimo falta de lógica. Eu diria que é imoral.

Milhões de pessoas, de vidas, se perdem porque não usam preservativos no ato sexual.

Não há que se perder a perspectiva. O importante é a vida, qualquer uma. A partir daí vc funda tua ética, teus valores morais, estabelece teus dogmas, segue tua religião ou não segue nenhuma e se comporta de acordo.

Quando a vida, de qualquer um, não é respeitada, ou seja, quando alguém morre, tem que começar tudo de novo. Vc tem que se questionar, porque algo esta errado. Vc se da conta que não respeitou a lei primeira. A lei sagrada. A lei da vida.

A base de tudo.

Simples assim.

Eu pelo menos assim acho.

 

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