As bobagens

Posted on 29/05/2012

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Tomás chegou chutando tudo no seu caminho. Soltava fogo pelas suas ventas e um bêbado que já estava no boteco desde a alba, bebendo, foi imolado instantaneamente com o fogo das ventas do Tomás. O moderno sistema de sprinklers do portuga dono do boteco, também conhecido como água da bica, não funcionou a contento.

– Um problema de liquidez, vaticinou o Carvalho, o banqueiro aposentado, também bêbado.

– Oh raius Tumás. Assim tu me levas a falência.

– Melhor a falência que aquele merda de buraco em trás os montes de onde viestes, seu bosta apocalíptico.

– Estais a falar mal da terrinha?

– Terrinha é o que tenho no bolso, seu atleta do jóquei.

Anastacio se interpôs entre a indignação das partes

 

– Calma Tomás, ta com cueca apertada hoje?

– Cueca apertada quem usa é o Jamerda. Eu ando com o bicho solto. O Jabor tem um problema. Dizer que ele tem um é uma liberalidade minha. Ele pega no pé do Lula como o cachaceiro pega no pé da Ypioca, agora conhecida como Johnny Walker. Os oito anos de realizações, como muito, ele credita aos oito anos do FHC. Os méritos do Lula são nenhum, segundo este nefasto mentecapto. Eu desconfio que ele usa enterovioforme como complemento vitamínico cerebral e da no que da.

– Ypioca é whisky agora?

– Pois é. Tu vai dar um upgrade no teu goró. O Gilmar Mendes é um sujeito que acha o Narciso um pobre coitado sem imaginação. Ta doido pra dar umas classes a este pictórico personagem mas ainda não achou seu eco. Exatos 30 dias após uma suposta conversa ele vem e relata a suposta conversa. E  relata pra quem? Para a Veja você, um sofisticado tipo de papel higiênico usado para acariciar as alvas bundas dos jabores da vida. Gilmar Mendes tem a credibilidade de um cascatinha, filho dileto do Cachoeira. Viaja a Berlim e agora que possivelmente a sucursal da veja no congresso, a CPI, esta prestes a talvez, quem sabe, quiça, entretanto, perguntar sobre esta suposta viagem, o Gilmar se defende com um certeiro golpe no plexo solar com uma faca de samurai e comete hara kiri. oops, foi engano.

– Mas ele diz que viagem foi paga com o bolso dele.

– Tenho certeza que o pessoal prefere dinheiro.

– Mas o que diabos ele foi fazer em Berlim com o cachoeira.

– Quem disse que foi com o cachoeira?

– Ué, foi a Veja.

– A Veja só escreve merda. Nem li e sei la. Mesmo porque cachoeira não vai a Berlim pra conferencia nenhuma. Cachoeira que é cachoeira vai as Cataratas do Yguasu.

– Mas ele diz que ….

– Ninguém perguntou nada e ninguém ta minimamente interessado em saber que merda tu foi fazer em Berlim. Alias, quem é tu?

– Eu sou eu, uai….

– Sei, um merda. O Mendes foi aquele que cassou uma liminar de um colega do supremo no caso Sean, aquela história do menino que era brasileiro, e que foi raptado ou entregue ao pai e agora ninguém sabe onde merda foi parar. O moderno rapto da Helena que até agora não deu em nada, fora a soberba e estupidez de uma das partes.

– Mas como cassou uma liminar?

– Pois é, cassou.

– Mas então ele acha que o colega errou?

– Acha ou achou. É normal haver discordância entre colegas de Supremo, a moderna versão do BB24.

– Então qual o problema?

– O problema é que na discordância e no saber quem merda ta com a razão jurídica, este imbróglio só pode ser julgada pelos seus colegas. Ou só deveria ser julgada pelos seus pares, em colegiado. Se não vira bagunça. Sou mais rei que tu, manja? E foi isso que o Mendes fez, se achou mais rei que seu colega e cassou a liminar.

– Mas cassou como?

– Com outra liminar

– E pode?

– Sei la. Pelo visto, pode.

– Mas o que merda fazem aqueles manés no Supremo?

– Julgam uma porrada de coisa e jogam porrinha nas horas vagas.

– Porra, mas esse tal de mensalão ta demorando…

– Oh anta germânico. Tu sabe quantas paginas tem essa merda? Umas 60 mil. Da mais ou menos uns dois anos de leitura todos os dias a 100 páginas por dia, o que é um ritmo meio louco, convenhamos. E cada um tem que ler essa merda toda pra poder julgar. E ler mais de uma vez e fazer anotações e consultar e reler. Caralho, é coisa pra burro. Bota anos nisso e não é anus não, seu sodomista de merda.

– Sodo… o que?

– Achou o eco, ou a Eco…

– Mas ninguém fez essa conta?

– A única conta que estes pascácios fazem é quantas cervejas beberam. E erram tudo. Ou quantas viagens fazem a Berlim ou ao diabo que o parta. Oh portuga, usa esse computador de orelha e anota na minha na conta.

– Aqui não anutamus nada, Ohh Tomais.

– Então guarda de cabeça, seu muar alpino

 

E la se foi o Tomás com menos fogo nas ventas, se amansar nos braços de seu amor.

 

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Posted in: LES BOÇALS