O Santos e o Corinthians

Posted on 21/06/2012

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È impressionante a empáfia do Santos dos últimos tempos. Neste ultimo jogo com o Corinthians quando se decidia a ida a final da Libertadores e quando se esperava que o Santos entraria com a faca nos dentes o que se viu? Um Santos apalermado, lento cheio de si como se achasse que iria ganhar a qualquer hora. A mesma postura que teve contra o Barcelona. Times podem ganhar, perder e empatar qualquer jogo não importa seu favoritismo ou sua qualidade. Faz parte do imponderável do futebol. O que não pode acontecer é a falta de postura e por postura me refiro a vontade de querer ganhar. Senti o Santos frio e apático e o único, o absolutamente único que mostrou postura foi o Neymar. O único que queria ganhar. E o Ganso, um jogador que tem uma rara qualidade. A inteligência. Futebol é um jogo de inteligência e o Santos foi burro e preguiçoso. E me desculpem mas isso se deve em grande parte ao seu técnico. Escalar o dois postes do Borges e do Allan Kardec e esperar que sejam efetivos é querer que baixe o espírito no Kardec. O Muricy ultimamente  é cheio de discursos e mostra pouco pragmatismo. Há um precipício entre o que fala e o que acontece dentro do seu time. E ele da instrução a quem? Ao Neymar. Pede que ele jogue aberto pelas pontas. Dar instruções aos postes do Borges e do Kardec nem pensar. Poste não ouve e nem se locomove, todos sabem. E o Adriano? O que diabos é aquilo? Um jogador que tem um passe com a qualidade do saci pererê jogando no meio do campo é dose pra elefante. O cara não acertou nada e foi mantido no time até o final. È um mistério tentar entender qual a pretensão do Muricy. A declaração dele no final do jogo foi patética. Se o Corinthians não tivesse feito o gol aos 5 minutos do segundo tempo, ia deixar espaços atrás e o Santos ia matar o jogo nos contra ataques. Basear tua estratégia em contra ataques pressupõe que o outro time mantenha uma postura agressiva. E se não for assim? O “se” nos leva a pensar que se a maçã não tivesse sido oferecida ao adão ou em se acreditando mais na teoria evolutiva, se aquelas lesmas marinhas não tivessem se aventurado em terra firme o Muricy não existiria, o que não deixa de ser uma ótima ideia.

E alguém por favor transmita ao Dracena que ele é defensor e jogador de futebol e tem que acompanhar quem se desloca. No gol do Corinthians baixou nele o espírito do Roberto Carlos e suas meias naquele fatídico jogo contra a França na copa do mundo de 2006. E foi no mesmo lugar. Se vcs notarem no VT verão o Dracena ficar estático na entrada da grande área observando o Danilo se infiltrando. Tava fazendo o que? Ajeitando a cueca? Alias o que mais se via no time do Santos era gente estática. Ninguém de deslocava e todos andavam como se estivessem flanando na orla da praia. Tem uma jogada aos 35 minutos do segundo tempo em que há um escanteio pro Santos. O Santos precisava fazer pelo menos um gol. Era bola ou bulica. O Elano das uns passinhos ridículos em direção ao corner como se estivesse pensando na morte da bezerra e tivesse todo o tempo do mundo. Chego a conclusão que o Santos estava de saco cheio de Buenos Aires ou Santiago. Se fosse Paris, talvez corressem mais. A única exceção era o Neymar. Lamentável.

E o Corinthians tem um time medíocre, igual ao do Boca. Vai ser um choque de mediocridades. A diferença são os técnicos. O técnico do Boca parece pai do Cassio, o goleiro. Um autentico Frankenstein.  Já o técnico do coríntias parece o pai do Rodolfo Valentino com a verve do Lazzaroni. Dizem que o taxista do Tite ganha uma fortuna nos seus trajetos a serviço do técnico. Cada explicação de itinerário do Tite para sua casa, leva o taxista a Machu Pichu pela Patagônia.

Ta bom, tem também o Riquelme, um clássico que da gosto ver jogar. Em compensação tem o centro avante careca que em cada jogada frustrada, numerosas, parece que esta treinando para ser modelo do Munch naquele seu quadro “o grito”.

Espero que La U e seu técnico peripatético, vire contra o Boca.

Vamos ver.

 

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Posted in: FUTIBOL