A diferença das igualdades

Posted on 26/06/2012

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Depois de ter sido promovido a bota, ando tendo ideias atávicas. Eu e a Ana.

Quer dizer, eu. Não sei se a Ana anda tendo as mesmas ideias atávicas. Promovida ela também foi. E diga-se de passagem, somos, os dois, lindas botas pretas de cano longo. Não é pouca merda não.

Temos que eventualmente sofrer algum chulé mais brabo mas o nosso exterior é magnífico e centro de olhares lúbricos e invejosos.

 

Vamos aos pensamentos botais.

Somos todos seres individuais em um grande caldo de igualdades.

Desde cedo alguém la encima ou alguém la embaixo dependendo da nossa alma, nos entrega um único DNA, uma única impressão digital, uma única estrutura da Iris. De fato, todo o nosso corpo tem particularidades que são únicas. Mesmo os órgãos que podem ser usados para transplante, tem características únicas que não se adaptam a outro corpo facilmente. A medicina moderna tem trabalhado e encontrado soluções para corrigir estas adaptações de órgãos transplantados. Mas originalmente, somos não somente únicos como incompatíveis.

Ao mesmo tempo, dentro desta origem individual, desde muito cedo somos inseridos em estruturas coletivas. O berçário, a creche, o colégio, a universidade, o emprego, os clubes e o final que é o cemitério. Em todos há uma coletividade onde somos jogados. E mandando e organizando todas estas coletividades há as regras, também chamadas de leis.

Ou seja, é uma zona. Como diabos queremos ser sensatos e cordatos? Se desde o começo nos impingem algo que é diferente da nossa original estrutura? Como diabos coordenar esta agressão ao nossos primordiais instinto e sentido? Seres individuais obrigados a viver em coletividades?

Mesmo nas relações pessoas, temos amigos. Não um só, mas vários e a maioria, chatos de galocha. A única exceção é o casamento. Nos casamos, dependendo da nossa religião, com um individuo. E não da certo, claro. Neste caso buscamos outros indivíduos, também chamados amantes. Porque isto?

No caso das amantes, as mulheres acham que é porque somos sátrapas, que é como são chamados os filhos da puta nos carpatos.

Eu tenho uma teoria alternativa.

No começo dos tempos, éramos seres agressivos e estúpidos. Matávamos tudo que se movia, inclusive os nossos semelhantes.

Hoje em dia a estupidez se tornou uma profissão, até bem remunerada. Mas esse é um outro assunto.

Em um determinado tempo da historia, alguém inventou o espelho. E quando vimos o nosso reflexo nos demos conta da nossa existência e nos apaixonamos por nossa imagem. Lembre-se que éramos estúpidos.

Nos tornamos todos narcisos. E passamos a conviver com os nossos semelhantes, não por tolera-los, mas porque pensávamos que os outros eram apenas reflexos da nossa individualidade.

Portanto a solução para a violência é ter mais espelhos.

 

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Posted in: ASSIM É A VIDA