O premio Nobel

Posted on 04/10/2017

0


goya.shootings-3-5-1808

Um som triste e melodioso morre ao final do dia.

Le son du cor, como dizem os franceses.

 

Aung San Suu Kyi, laureada com o Prêmio Nobel da Paz em 1991 pela sua luta não violenta pela democracia e direitos humanos, demorou para se posicionar contra os abusos cometidos contra os muçulmanos em Myanmar recentemente. E por isso foi criticada. E quando finalmente se posicionou, foi de uma brandura impar, não criticando duramente nenhum dos dois lados. Sempre se espera mais de um prêmio Nobel da Paz.

Como passou desapercebido pela grande mídia o triste suicídio do reitor da Universidade de Santa Catarina, um crime, a meu ver, brutal e sem sentido, pelo que ofereceu e causou de humilhação. Parece que esquecemos dos valores fundamentais do ser humano e não usamos ou exercitamos mais a ética, hoje esquecida e relegada a um esquecimento. Vivemos a era da delação escrota e brutal. Vemos muito disso hoje e começou com o dito mensalão onde se puniu sem provas, sem consciência e sem justiça.

Mas do Brasil já falamos muito e parece que nunca é demais. Onde anda meu Brasil? Quando o encontrar de novo, volto.

 

Todos sabemos que o Premio Nobel tem um enorme prestigio. E todos sabemos que o Premio é outorgado pela fundação Nobel de Estocolmo na Suécia. Todos ou não todos, sabemos que o Premio Nobel tem sua origem na fundação Nobel do Alfred Nobel, milionário químico sueco de final do século 19 que tinha até então a fama de ser o inventor da Dinamite. E de fato foi. Ele queria ou foi encomendado a fabricar um artefato que mutilasse e matasse o maior numero de soldados possível. E assim fabricou e inventou, por assim, dizer a Dinamite. Talvez meio arrependido, antes de sua morte, criou a fundação Nobel que deveria premiar os estudos e teses que se destacariam na produção humana no mundo todo na área da Física, Medicina, Química, Literatura e Paz. Economia só foi introduzida na década de 60. Todos os prêmios são outorgados pela Real Academia de Ciências de Estocolmo, na Suécia, menos o premio Nobel da Paz que é outorgado por Oslo, na Noruega. Nem sei porque, mas assim é. O premio tem um grande prestígio e os outorgados gozam de prestígio e excelência intelectual sendo elevados ao grau de semi Deuses nas área humanas. Nem sei porque e ha exemplos de outorgados nem tão semi Deuses assim. Alisa, muitos mais demônios ou totalmente demônios, principalmente nos prêmios Nobel da Paz.

Os mais celebres destes demônios do Nobel da Paz, salvo melhor juízo, foram o Obama, patrocinador das últimas brutais guerras, Shimon Peres, pai das bombas atômicas israelenses e chacinas contra os palestinos, que o diga Mordechai Vanunu, um técnico nuclear judeu que passou 18 anos presos por revelar os segredos do programa nuclear judeu e que pediu fosse tirado da lista dos nominados ao prêmio Nobel em 2009. O Kissinger, pela paz do Vietnam junto com o Le Duc Tho, o líder vietnamita comunista que se negou a receber o premio em total desgosto e nojo. Kissinger na época que foi outorgado, mandava bombardear impiedosamente e brutalmente o Camboja, no pior bombardeio da guerra e outros menos votados como Juan Manoel Santos da Colômbia, um brutal genocida.

Em 1939, Gertrude Stein, famosa escritora americana Judia, morando em Paris e amiga de Picasso, retratada por ele e citada pelo Hemingway, seu amigo no belo livro “A moveable feast” escrito no final de sua vida e que contava as aventuras de um grupo de amigos na Paris da década de 20. Hemingway conta que foi nesta época em que ele descobriu sua real vocação, quando escrevia sem nenhum plano, livre e com gosto. Gertrude Stein era também amiga de James Joyce, Ezra Pound e Scott e Zelda Fitzgerald, autor do belo “Great Gatsby” entre outros, e em 39, ela sugeriu o premio Nobel da Paz ao Adolph Hitler. Que aliás tinha sido capa da prestigiosa revista TIMES no mesmo ano.

Como vemos o tal premio Nobel nada tem de humanismo ou grandeza humana de seus personagens. Se bem que ja tenham sido laureados Madre Teresa de Calcutá mas nunca o Mahatma Gandi. Uma maluquice total. Dizem que o premio de maior prestigio e o mais justo é o de Literatura de grande prestigio. Ja foram laureados, entre outros e cito aqui quem eu li e quem eu acho que foi merecidamente laureado, os meus preferidos e gênios Garcia Marquez, Neruda, Hemingway, os malucos Sartre, Camus, André Gide, o doce e belo Rudyard Kipling, o que eu não gosto muito pela seus complicados e pouco claros textos Saramago, Prudhomme, Anatole France, William Yeats, o sutil Bernard Shaw, Thomas Mann, Sinclair Lewis, matemático Inglês que escreveu Alice no Pais das Maravilhas, Pirandello, Eugene O’Neal, John Steinbeck, Samuel Becket, Miguel Angel Asturias, Sholyestsinim, Saul Below, Patrick Modiano, Pearl Buck, Herman Hesse, André Gide, Mistral, T.S. Elliot, o dramático William Faulkner, o grande pensador Bertrand Russel, François Mauriac, mas em contra partida, também foi laureado Vargas Llosa, uma sonora besta, a meu juízo, claro. Há injustiças, e cito as mais conhecidos no meu entender do Erico Veríssimo, grande romancista gaúcho, Jorge Amado dos seus primeiro livros, genial e denso e Nelson Rodrigues, simplesmente genial. Ha muitos autores pouco conhecidos, bons mas pouco significativos e nem por isso menos importantes que não cito. O encantamento que as coisas te causam é fundamental em qualquer manifestação humana. Muitos que se acham escritores mas nada são. Neste ultimo ano foi laureado Bob Dylan, autor de geniais musicas e a meu ver, claro, totalmente justificado. Winston Churchill, também foi laureado, que entra no mesmo rol do Vargas Llosa, afinal dele sei que foi um sonolento e brutal chefe Inglês da Segunda Guerra, Primeiro Ministro em 40 e responsável pela resistência e pela luta dos Ingleses contra os alemães. È uma espécie de ídolo nacional Inglês, anti nazista visceral, se bem os últimos documentos do Banco da Inglaterra sobre a tal guerra, não o colocam muito bem. Joseph Kennedy, um notório Nazista Americano, milionário e pai do John Kennedy visitou a Inglaterra nessa época e parece que se deu muito bem com Churchill. Que era amigo do Roosevelt e não gostava muito do Stalin mas era seu aliado. Enfim, a história nos conta muito. Eu sempre achei ele um medíocre no resto e nunca escreveu nada de importante ou literalmente justificável. Foi o responsável pelo desastre militar de Galípoli na primeira guerra e se notabilizou pelo seu gosto de charutos e profunda dificuldade em falar. Também defendeu o uso de gás venenoso contra os alemães, tendo sido o pioneiro na defesa da guerra química. Adorável criatura. Uma besta. Tendo defendido o uso de gás venenoso contra os alemães, cinicamente o Nobel foi justificado “pelo seu domínio da descrição histórica e biográfica, bem como pela brilhante oratória na defesa exaltada dos valores humanos.” Só se valor humano se refere a matar através de gás. Alemão podia. Sei la. Cínicos, mas enfim, a história esta cheia desses abjetos personagens. No atual Brasil então, ha uma multidão deles. Alguns juízes até sem nenhum entendimento do que seja ética, outrora um valor importante da alma humana.

Um pouco de historia.

A batalha de Galípoli foi na primeira grande guerra, la pelos idos de 15 e também é conhecida como a batalha dos Dardanelos, um pequeno estreito e franja de terra na entrada do Mar Negro lá pelas bandas do mar de Dardanelos na Turquia. Os Ingleses queriam invadir Istambul. E teve a contribuição dos Neo Zelandeses e Australianos, os mais sacrificados e dizimados na luta em terra. Dizem os Neo Zelandeses e Australianos, por culpa da arrogância, desprezo e incompetência dos Ingleses, comandados pelo Churchill. Nas hordas turcas, um dos comandantes era o Ataturk e o Mustafa Kemal que tempos depois foi o líder do estado Turco e até agora um ídolo nacional. Fizeram um belo filme que me impressionou quando o vi chamado Galipoli, de Peter Weir de 1981. Foi o diretor do célebre e genial “Dead’s Poet Society” de 89 com o Robin Williams, (que declama “Oh captain, my captain” do genial Walt Whitman). O filme Galípoli retrata uma brutalidade e estupidez única. Uma enorme trincheira cheio de soldados sendo dizimados. Uma merda, com Mel Gibson ainda desconhecido e Mark Lee com uma soberba fotografia e uma brutalidade impar. É o único filme bom sobre a primeira grande Guerra, lançado em 1981 e é muito bom. Pelo menos me impressionou muito na época pela brutalidade das mortes sem sentido, como se morte alguma tivesse sentido.

Ha outros laureados com o prêmio Nobel de literatura, menos votado que não li e não justificam o prêmio, a meu ver, claro.

E como não tenho voto na Real Academia de Ciências de Estocolmo ou na de Oslo, ou no grupo de pessoas que outorgam o prêmio, isso em nada é importante.

Ha que se ressaltar que na escolha e outorga do prêmio Nobel da Paz ao Obama, houve sérias acusações de favorecimento e corrupção tendo inclusive o principal diretor do comité de outorga do premio em Oslo, sido afastado e demitido.

Recentemente, um americano sugeriu que o Trump recebesse o prêmio. Acho que foi o cara que se postou la no alto em Las Vegas e mandou bala. Um imbecil completo, protegido pelo Second Amendement, um dos artigos do Bill of Rights, que autoriza qualquer cidadão americano a livremente atirar e matar. Ou portar armas, o que vem a dar no mesmo. Ou não? Arma serve pra que?

Mundo louco.

Beijos mil

Luis Alcázar, ainda por aqui.

Anúncios
Posted in: Uncategorized