Premio Nobel 2

Posted on 05/10/2017

0


o-grito edward munch

 

Devemos corrigir as injustiças sempre. Um atento leitor (sim, os tenho, se bem que poucos) me corrigiu. Foi meu doce irmão Santiago, leitor sem nenhum rasgo de nepotismo, mesmo porque nepotismo é a autoridade exercida pelos sobrinhos ou demais parentes do papa na administração eclesiástica.

Mas me corrigia ele sobre o Alfred Nobel que achava eu que tinha sido o inventor da dinamite. De fato foi, mas eu afirmei que ele tinha sido incumbido de fabricar um artefato que matasse mais seres humanos. E não foi nada disso. Alfred Nobel morou no Azerbaijão e como todo aventureiro, nem sei se ele era, mas vamos admitir que sim, foi em busca do petróleo que abundava por essas paragens. E como os caminhos ao ouro preto era cercado de montanhas, caminhos ásperos e rochas em profusão, ele inventou um combinado químico que retirasse os empecilhos a sua busca. Explodindo tudo pelo caminho. Assim inventou a dinamite que nada mais era do que um modo de abreviar o caminho cheio de pedras. O que os outros fizeram com tal descoberta, usando para tirar do caminho seres humanos, em nada tem a ver com a original ideia do Alfred Nobel. E vendo seu invento sendo usado erroneamente, achou por bem criar a tal fundação Nobel. E assim um ato nobre fez jus ao nome a ideia original do invento. Mais ou menos como o Einstein se recusando a participar do programa Manhattan que criou a bomba atômica que acabou sendo jogada encima de japoneses, que também eram conhecidos como seres humanos. O Truman achava que não. Ou com o uso da pólvora que os chineses descobriram e usavam para seus prosaicos e inocentes fogos de artificio e parece que o Marco Polo introduziu na Europa e causou uma bela explosão e mandou todo mundo ao espaço, não propriamente inteiros.

Mas ha um outro exemplo ao contrário, ou seja, o uso de algo cruel usado contra o homem que se tornou um importante instrumento de cura de doenças.

Falo da quimioterapia.

O pai da quimioterapia é considerado como o médico Paul Ehrlich, bacteriologista alemão e ganhador do premio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1908. Mas foi através do uso do gás mostarda na guerra química na primeira grande guerra que a quimioterapia passou a ser usada como instrumento de cura.

O uso do gás mostarda que era usado para matar e nada mais, se descobriu que eventuais sobreviventes da terrível ingestão do gás, tinham seus tumores e rasgos de doenças diminuídos, com a diminuição dos leucócitos, glóbulos brancos produzidos pela medula óssea que é responsável pela luta ou defesa do organismo contra doenças, infecções e alergias. Se observou que se o tal gás mostarda podia destruir em tão pouco tempo os leucócitos, poderia fazer o mesmo com as células do câncer. Porque não? Vamos usar essa porra. Depois disto, na década de 1940, muitos pacientes com linfoma avançado receberam a droga por via intravenosa, ao invés de inalar o gás. A melhora destes pacientes, embora temporária, foi notável. Da prática cruel se passou a uma pratica mais abrangente e não se sabe se os cobaias usados para o tratamento eram alemães ou ingleses. O fato é que da ingestão do gás, algo imagino eu meio desconfortável e acredito fatal em alguns casos, passou a se administrar um sucedâneo do gás mostarda via intravenosa, se deu um passo a moderna quimioterapia. Ou seja, é veneno mesmo. O que em nada me atormenta, afinal ja são mais de 27 seções de gás mostrada ou outra droga qualquer. E ainda estou por aqui. Isso quer dizer que numa eventual guerra química desses malucos que mandam neste maluco mudo, estarei imune. Grande bolas. O que farei sozinho neste mundo longe das pessoas que amo?

É como a historia dos mitos. Certos deuses e deusas aspiravam a imortalidade e conseguindo, assim se tornavam imortais. Só que esqueciam um dado importante. Se tornavam imortais mas se esqueciam do seu corpo. Não pediam uma eterna juventude. Apenas pediam uma eterna existência. E se tornavam imortais, mas envelheciam. Eram velhos decrépitos, totalmente estragados. Imortais mas podres. Fazer o que? Ha que saber pedir. Cuidado com o que vc pede.

Beijos mil

Luis Alcazar, ainda por aqui

 

 

Anúncios
Posted in: Uncategorized