Daqui de Marte

O vento não para de uivar aumentando a sensação de desolação do deserto vermelho. Caminho ha muito tempo. Dias? Meses? Séculos? O tempo não tem referencia na solidão. As montanhas altas no horizonte são solitárias testemunhas do meu eterno vagar. Sou o ultimo dos lendários imortais. Só eu fiquei. Pra fazer o que, não sei. A imortalidade é um saco. Olho pra cima e onde antes nada havia, percebo um quase imperceptível ponto azul na imensidão negra do firmamento e me pergunto: o que diabos estou olhando? Hora de me mandar antes que comece a falar sozinho. Vc não acha? Assim começou a minha longa viagem.

E pur si muove, dizia eu pensando que o Italiano era a língua mais popular por estas bandas. Ninguém entendia chongas, entretidos que estavam em me demonstrar estranhas técnicas de extração de partes deste estranho e novo corpo que tinha tomado emprestado. Não era grande coisa e pelo visto não era imortal. E ainda por cima doía um bocado.

Das profundezas da terra nascia, crescia e se fazia tonitruante o clamor do desastre. Precipícios se abriram e montanhas se elevaram, causando uma grande zorra de morte e destruição.

Eu tou falando. E pur si muove, porra.

O silencio e mais nada. Sozinho de novo. Pra onde eu vou agora? Melhor contar as minhas estórias e dizer o que eu acho da vida neste estranho planeta e dos seres que aqui habitavam.

Assim começou o meu relato.

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